Paralelo: Seleção e Tricolor

Em fase final da Copa do Mundo, pouco há pra falarmos do São Paulo que não tenha sido dito nos programas esportivos e pouco acrescentaria no quesito ‘novidade’. Dito isto, que tal estabelecermos (quase que) uma comparação entre o nosso Tricolor e a Seleção Brasileira? Confesso que inicio a coluna com alguns pontos que achei válida a comparação, mas, ao longo dos parágrafos, encontraremos juntos mais alguns.

Com a eliminação para a Bélgica, a sensação da torcida foi de aceitação da derrota, sem apontar culpados (exceção feita aos críticos de Fernandinho pelo gol contra), mas, no geral, a eliminação foi atribuída ao bom time belga e ao azar de gols perdidos (mais de 2) pelos homens de frente.

Com nosso São Paulo de 2018, a sensação também é essa: no Paulista, caímos pro rival Corinthians pelo azar de tomar um gol nos acréscimos, o que levou à partida para os pênaltis. Porém, esta eliminação foi bem menos doída que muitas outras em que o time demonstrava total apatia à derrota e pior, quando nós, torcedores, já (no fundo) sabíamos que ali era o limite onde o time poderia chegar. Ir além seria lucro.

No comparativo da Seleção pós 7×1, era um time desacreditado e que podemos dizer até que perdeu o respeito perante os adversários. O São Paulo dos últimos anos também foi assim. Nos clássicos, sobraram vergonhas. Nas disputas por títulos, sequer aparecíamos. Com a chegada de Tite à CBF, as coisas mudaram. No São Paulo, a sensação que as coisas vêm mudando começaram ainda ano passado, na luta contra o rebaixamento. Faltava qualidade técnica, mas, raça não faltou. Do meio de 2017 até agora, mais do que reforços pro campo, o São Paulo reforçou sua ‘casca’. Hernanes e Petros (que foram) e Jucilei foram os 3 cascudos da temporada passada.

Para esta, chegaram na comissão técnica: Raí, Ricardo Rocha e Lugano. No campo, Nenê, Diego Souza e Jucilei, que continua. Proporcionalmente ao tempo, na seleção, alguns já mais cascudos até da Copa passada, deveriam ter sustentado o peso daquele 7×1 para os selecionados desta vez. Pouco deram as caras pelos estreantes em Copa. No São Paulo, os cascudos estão segurando a onda da rapaziada. Tanto no verde e amarelo quanto no vermelho, branco e preto, as mudanças de postura foram fundamentais para que os resultados à frente melhorem.

Nós, torcedores, começamos o ano com satisfação garantida caso não caísse. Com a postura em campo e o que vem apresentando, os sonhos começaram a crescer por disputas maiores. Com a seleção, foi a mesma coisa. Chegamos na Copa e com o primeiro empate, desconfiança. Aos poucos, o clima otimista foi tomando lugar.

E por fim, vamos falar da camisa 10.

Lá é o Neymar, aqui, ainda é o Cueva. Não cometerei a gafe de compará-los. Proponho apenas citar um parâmetro: aceitação. Neymar, na seleção, é questionado e muito criticado por sua postura dentro e fora de campo. Marrento, quer ser dono do time e tem lá seus atos teatrais. O 10 verde e amarelo ainda é colocado em desconfiança pois ‘faz chover’ no PSG e foi muito bem no Barça, mas, de amarelinha fica devendo. E Cueva?

É questionado? – CONFERE.

É criticado pela postura profissional? – CONFERE

Marrento? – CONFERE (e muito!)

Diferente de Neymar, Cueva vai bem na Seleção Peruana, apesar do time não ser lá grandes coisas.

A propósito, sobre Cueva…

Com contrato até 2021, ele retorna aos treinamentos à espera da proposta, ou melhor, de pelo menos uma proposta de transferência. Antes da Copa, estava se prevenindo de jogos por estar às vésperas do Mundial. Passada a fase ‘Rússia 2018’, Cueva terá que sintonizar sua cabeça avoada em algum clube novamente. Seja o São Paulo ou outra equipe. Deixo aqui 2 perguntas:

1 – Você acredita que Cueva volta da Copa focado em jogar bem novamente (seja no São Paulo ou em outro time)?

2 – Ele, com vontade e focado de novo, tem espaço no São Paulo? E você, torcedor, quer/ aceitaria?

Siga no twitter: @diegolocutor e vamos debater essas questões por lá. Você compara mais algum ponto entre Seleção e Tricolor?

Diego Machado

Diego Machado

Locutor, jornalista, mestre de cerimônias. Autor do livro 'Nem Tudo é Poesia. Ou é?'. Sambista/ cavaquinhista (horas vagas)

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